Artigos

Quatro Modelos de Medicina

Quem é que não sabe, que raramente um homem apresenta uma ideia nova, sem que tenha uma aparência de orgulho e seja acusado de excitar rixas? Por que foram mortos o Messias e todos os mártires? Porque pareciam ser orgulhosos e desprezadores da sabedoria de seu tempo e porque apresentavam idéias novas sem ter primeiro humildemente tomado conselho com os oráculos das velhas opiniões.[1]

(1) Organizando a Investigação Sobre os Quatro Modelos.

Há quatro modelos de Medicina no Mundo!

Estes modelos estão calçados em valores e princípios que poderão ser claramente compreendidos em nossa exposição aqui, mas devemos entender um fato antes de examinarmos suas nuances: duas Escolas se antagonizam enquanto tendências de comportamento, elas se justificam a partir da discussão que há entre as duas tendências que as pontuam e que são denominadas cartesianismo e holismo.

O que poucas pessoas sabem é que estas duas Escolas se rivalizam dentro de contextos bem definidos na História. E na busca pelo entendimento, as coisas podem ficar fora de controle, porque uma Escola se concentra num discurso “regional e setorizado do corpo humano” e a outra Escola se concentra na “abordagem holística do corpo e da natureza humana”, ora, uma tendência leva-nos a fragmentação da situação humana e a outra nos leva para a abordagem integralista que o holismo propõe.

Mas, se num primeiro momento entendemos que o cartesianismo está com seus dias contados e deve sucumbir diante da força holística por diversos fatores discursivos em todas as áreas do saber, devemos tomar um cioso cuidado para não cairmos no laço mais perigoso de toda esta discussão, a saber: o fanatismo em torno do holismo em detrimento do cartesianismo.

Os Naturologistas Clínicos precisam ter muito bom senso para saber identificar que a postura holística é de fato a postura básica de avaliação da vida humana, porque ela contempla a vida do ser humano em sua máxima abordagem multifocalista, considerando a pessoa em seu físico, emocional, intelectual, espiritual, familiar, social e ecológico – porém, não se deve perder de vista que a postura que tende ao cartesianismo é “uma alternativa para casos muito específicos em que precisamos de uma ação local de tratamento clínico”.

Provamos este argumento quando consideramos, por exemplo, o ofício do dentista. A priori, o correto não é que uma pessoa vá ao dentista para arrancar dentes cirurgicamente, mas para ser orientado acerca de comportamentos, muitas vezes de contextualização holística, para que aprenda a não deteriorar seus dentes; mas, a vida agitada das Cidades nos leva a comportamentos anti-higiênicos e antinaturais de preservação dentária e acabamos indo ao dentista não para uma ação preventiva, mas para uma ação cirúrgica.

Esta questão de buscarmos entender as Escolas de Medicina e suas raízes, é muito importante porque precisamos estabelecer a Doutrina Médica que iremos adotar, de sorte que não sejamos invasivos na Escola que não é de nossa competência técnica.

Uma excelente perspectiva dos tempos que vivemos pode ser entendida por esta sentença do Papa João Paulo II, trazendo-a para nosso contexto de estudo nesta hora:

É importante observar que um dos aspectos mais significativos de nossa situação atual é a chamada crise de significado. As visões da vida e do mundo, frequentemente de natureza científica, proliferam a tal ponto que nos vemos diante de uma crescente fragmentação do conhecimento. Isso torna a busca de significado difícil e, frequentemente, infrutífera.[2]

Não há dúvidas de que uma revolução do pensamento está acontecendo em nossos dias. As bases desta revolução se calçam exatamente no choque entre o cartesianismo e o holismo. Mas, os Naturologistas Clínicos precisam ter significado real quanto ao seu trabalho e postura diante dos desafios da saúde pública. Quando falamos de “crise de significado”, aludimos à estrutura de pensamento que corrói a todos nós numa desenfreada procura pelo ter em detrimento do ser.

Temos que entender como se fundamenta esta crise para depois podermos vislumbrar os quatro modelos de medicina sem qualquer dificuldade, a ponto de compreendermos como podemos escolher com critério justo, o melhor modelo de Medicina e criar sobre o mesmo uma ação efetiva de vida e qualidade insuperáveis.

E temos que dizer, para que fique como um fundamento essencial, que a discussão sobre a finalidade moral da vida humana é crucial para podermos construir um diálogo satisfatório e construtivo. Na Naturologia Clínica não estamos interessados em um monte de palavras que não possam edificar vidas para a glória de Deus e concentrados na perspectiva de uma qualidade de vida que seja efetivamente total e não enganadora.

A falta de uma definição bem explícita e concisa, objetiva e clara, acerca da razão pela qual estamos neste Mundo é fator preponderante para entenderemos porque as Escolas de Saúde do Mundo tem grande dificuldade de entender a perspectiva holística centralizada em Deus.

A lógica da Naturologia Clínica ao apresentar-se como Escola e Terapêutica para a sociedade a que se destina, se constrói a partir de sua própria metodologia e, por este desiderato, valendo-se da potencialidade do profissional envolvido, a compreensão de onde viemos, quem somos e para onde vamos, consolida uma postura sólida e bem delineada acerca do que pretendemos alcançar na busca pela qualidade de vida. Isto se coaduna com o texto da Lei Magna Brasileira ao dizer que um dos objetivos fundamentais da Nação Brasileira é “a dignidade da pessoa humana”[3]. Ora, o Evangelho não tem outra satisfação que não seja a glória de Deus no resgate de vidas perdidas e que mediante o próprio Evangelho se tornam cheias de dignidade. Que valor pode ser maior na fundação de uma Escola de Saúde?

(2) A Questão dos Quatro Modelos de Medicina.

Dissemos que há um novo paradigma no Mundo, o paradigma holístico.

O novo paradigma holístico foi definido pela Universidade Holística Internacional, em Paris, da seguinte forma: “este paradigma considera cada elemento de um campo como um evento que reflete e contém todas as dimensões do campo. E uma visão, na qual o ‘o todo’ e cada uma das suas sinergias estão estreitamente ligados, em interações constantes e paradoxais. Em relação ao paradigma holístico notam-se sincronicidades entre: a sua emergência nas ciências físicas, biológicas e humanas; a visão das sabedorias do Oriente e do Ocidente; a receptividade e o despertar crescentes de um grande número de contemporâneos.[4]

Este paradigma está impondo a Ciência Médica uma nova forma de pensar. Observando como a Escola Médica se porta ao longo dos anos, temos visto que o fato dos médicos lidarem com a preservação da vida das pessoas gera uma espécie de orgulho que não pode sobreviver diante da Palavra de Deus.

Alguém poderá dizer que neste ponto estamos “misturando as coisas” e inserindo uma abordagem religiosa” para defender uma postura que necessariamente não deve ser a de todos os profissionais de saúde e muito menos da categoria médica. Alguns até declarariam que nossa postura se torna um tanto agressiva neste contexto.

Mas, estamos encaminhando um argumento que é próprio da Escola de Naturologia Clínica que defendemos no Brasil. Não nos constrangemos em defender que há um Deus Criador do Céu e da Terra. Não nos constrangemos em declarar que a Natureza responde a uma organização universal centrada na ação direta de um Criador e Mantenedor da Vida.

Mais ainda, afirmamos que a vida humana é considerada por nós como “um santuário onde Deus deseja habitar”, conforme ensina a Bíblia Sagrada em 1ª Coríntios 3:16-17 e Hebreus 3:6 (dentre outros versos). Mas, esta não é em absoluto uma bandeira religiosa, antes é uma visão espiritual muito mais ampla do que as culturas templárias de nosso tempo podem sustentar.

Para nós, a pessoa humana é residência do Espírito de Deus e, onde está este Espírito, aí está uma liberdade, uma padrão de temperança e de paz interior que nenhum esforço humano e nenhuma filosofia poderá jamais suplantar.

Quando consideramos fatos da vida nacional, sobretudo no campo da saúde pública e da vida das diversas disciplinas médicas, vemos exatamente esta perda de foco. Os profissionais de saúde são instruídos em suas Escolas a não “misturarem as coisas”, como se fosse possível separar da vida a Presença do Espírito de Deus; como se fosse possível ser médico sem Deus, como se fosse possível ser fisioterapeuta sem Deus, como se fosse possível ser Naturologista sem Deus.

Não estamos criticando por vileza ou baixeza a posturas de alguns que fogem a esta visão holística! Estamos simplesmente constatando que um profissional de saúde, especialmente um médico, que não vê na pessoa humana a necessária ligação entre terapia e Deus, perde uma enorme chance de fazer um bem verdadeiramente substancial e, deixa de cumprir o ideal de cura transcendental que os grandes mestres tais como Avicena, Hipócrates e Sebastia Kneipp legaram a nossa geração.

A ordem divina é bem forte neste ponto:

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua força, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em Me conhecer, que Eu Sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor.[5]

Quando um profissional de saúde, mormente um médico, nos pergunta sobre como deveria ser então a postura que seria apropriada a um médico, temos insistido no que o próprio Senhor determinou:

O maior entre vós há de ser vosso servo. Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.[6]

Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para das a Sua vida em resgate de muitos.[7]

A nossa visão do que significa Medicina é muito diferente da que vem sendo adotada pela estrutura dominante em nossos dias. Esta visão parte de uma análise do modelo existente (que é cartesiana) e lança-se de forma responsável em um ideal superior (adotando o holismo centrado em Deus). Consideremos o que está envolvido na discussão desta questão:

Cuidar de pessoas doentes pode ser uma coisa complicada nos dias de hoje. Freqüentemente ouço dizer que nós, médicos, agora sabemos mais e podemos fazer mais do que quaisquer de nossos predecessores; que as nossas proezas tecnológicas são espantosas; e que as deficiências remanescentes em nossas capacidades serão supridas com um pouco mais de pesquisa básica, recursos financeiros e esforço humano. Trata-se apenas de uma questão de tempo. Às vezes, sinto que se estabeleceu uma atmosfera de franca presunção.

O eminente físico Niels Bohr certa vez observou que o oposto de uma grande verdade também era verdadeiro. Se Bohr estiver certo, e se os médicos contemporâneos estiverem corretos em sua crença de que a medicina jamais foi tão poderosa, então, nós, médicos, apoderamo-nos de uma verdade monumentalmente grande – pois em muitos sentidos a medicina nunca foi tão fraca. Somos ao mesmo tempo poderosos e impotentes, bons e maus, o que há de melhor e de pior.

Não é novidade para ninguém que algo está errado na medicina hoje em dia. Críticas severas não constituem novidade, quer provenham de dentro ou de fora da classe médica, e a maioria de nós, médicos, já estamos cansados das mesmas velhas e desgastadas censuras. Apesar de nossos periódicos surtos de entusiasmo com aquilo que sabemos e que podemos fazer, a maioria de nós sente as nossas limitações antes que haja necessidade de sermos lembrados disso. A medicina não está bem, e temos consciência da situação.[8]

Existe uma margem extraordinária de êxito superior no profissional de saúde que evoca a presença de Deus no consultório ou na clínica diante da outra pessoa que procura sua sabedoria acerca de como poderá restaurar a sua própria saúde.

Vivi uma situação interessante há algum tempo. Saindo de um programa de televisão onde um médico dizia que se orgulhava de ser ateu em relação a Deus e cético em relação a crenças espirituais, notei que ele estava pálido e com um ar de cansado.

Na saída do prédio da TV, ele me disse que estava com um certo enjôo e debruçou-se de cócoras na porta do prédio bem no meio da calçada. Exatamente onde todos os mendigos ficam quando estão em busca de socorro. Fiquei ali observando aquele homem, cheio de verdades e exaltação, prostrado diante de uma simples crise de vesícula. Não disse nada a ele, afinal já tinha deixado claro que era deus de si mesmo, mas pude dizer a mim mesmo:

O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal algum o visitará.[9]

No quadro abaixo poderemos demonstrar como esta nova forma de pensar a saúde das pessoas se constitui.

Sejamos atentos aos detalhes de sua exposição!

Mas, não nos esqueçamos deste pensamento na análise:

Quem é que não sabe, que raramente um homem apresenta uma idéia nova, sem que tenha uma aparência de orgulho e seja acusado de excitar rixas? Por que foram mortos o Messias e todos os mártires? Porque pareciam ser orgulhosos e desprezadores da sabedoria de seu tempo e porque apresentavam idéias novas sem ter primeiro humildemente tomado conselho com os oráculos das velhas opiniões.[10]

(3) O Princípio dos Quatro Modelos de Medicina.

Modelo de Medicina Fase Estímulo Vibração Resultado
Medicina Hipocrática Natural 1.º Fase: Biológica Positivo: Desintoxicação Livra o Sangue de Toxinas Eliminação da Toxemia
2.º Fase: Energética Positivo: Revitalização O Sangue Produz Força Nêurica Reorganização Fisiológica
3.º Fase:

Clínica

Positivo: Regeneração Restaura: Vitalidade Plena Reequilíbrio Fisiológico
4.º Fase:Local
Medicina Hipocrática Galenizada 1.º Fase: Biológica
2.º Fase: Energética
3.º Fase:

Clínica

4.º Fase:Local Positivo: Desintoxicação Alivia o Local (Órgão ou Sistema) Afetado Paliativo: A Raiz do Problema não foi resolvida.
Medicina Galenizada 1.º Fase: Biológica
2.º Fase: Energética
3.º Fase:

Clínica

4.º Fase:

Local

Negativo: Intoxicação Medicamentosa Negativo: Aumenta a Toxemia Negativo: A Raiz do Problema Permanece
Medicina Galenizada Hipocratizada 1.º Fase: Biológica Negativo: Uso de Pseudos Produtos Naturais Negativo: Amplia a Intoxicação Eleva a Taxa de Toxemia
2.º Fase: Energética Debilidade Orgânica e Funcional Negativa: Cria Dependência Medicamentosa Dependência Tóxica
3.º Fase:

Clínica

Debilidade em Órgãos Diminui a Absorção de ATP Distonias Diversas
4.º Fase:

Local

Aceleração da Evolução Toxêmica Negativa e Interruptiva do ATP Degeneração

Necrose e

Morte

Alguns colegas da área da saúde ficam espantados com a apresentação deste gráfico panorâmico, porque a qualificação de suas atividades se expõe pela força da lógica proposta no mesmo. Entretanto, quem for sábio o suficiente para crescer em sabedoria, poderá avançar em muitos aspectos de sua vida profissional se tiver a humildade para buscar entender a coerência da identidade de cada modelo.

Vejamos bem, cada modelo possui suas peculiaridades, como segue:

  1. Há, em cada um dos quatro modelos quatro campos de avaliação:
Modelo de Medicina Fase Estímulo Vibração Resultado
  1. O que representam cada um destes campos?
  • campo fase representa as áreas em que cada modelo de Medicina se pronuncia enquanto potencialidade científica e clínica. Trata-se da identificação de seu potencial de atuação no ambulatório e no local de atuação do profissional de saúde. Estas fases podem ser do seguintes níveis:
    • Biológica: que se apresenta na posição mais elementar, considerando que todos temos um corpo físico regido por leis fisiológicas imutáveis e dentro de uma mecânica e dinâmica que se compõe a partir de um fenômeno natural definido como homeostasia. A estrutura biológica elementar do corpo humano está dominada completamente pela força da condição de nutrição e depuração celular e, da economia gerada nestes dois campos de ação orgânico se consolida a nossa boa saúde física ou não.
    • Energética: neste campo temos um reflexo imediato da condição anterior, porque no encontro da nutrição e depuração celular, cria-se uma considerável força energética que está no campo físico através do sangue e também no campo magnético através das ondas de calor que nosso corpo produz. Sabemos que em situações de frio intenso o corpo poderá entrar em hipotermia e a pessoa morre literalmente. Ora, se temos um campo magnético em nosso corpo, que recebe choques elétricos e até mesmo pode ser alterado diante de áreas com elevada carga de magnetismo mineral, não estamos diante de nenhuma novidade estranha, mas de um fato da vida, tanto quanto a condição biológica é um fato.
    • Clínica: neste campo estão as nossas ações de foro rigorosamente terapêutico, ou seja, quando o profissional vê a sua metodologia de trabalho redundar em resultados práticos e concretos em termos de saúde real. Esta saúde real só pode ser verdadeira se ela restaurar a homeostasia, caso contrário ela jamais poderá ser denominada saúde verdadeira. Esta nossa fixação na palavra homeostasia se dá por diversas razões que iremos discutir amplamente no capítulo respectivo, mas desde já podemos apontar no que um dos maiores fisiologistas do Mundo, Sir Arthur Guyton expõe sobre o real significado desta palavra:

A beleza da fisiologia é que ela tenta integrar as funções distintas de todas as células e dos órgãos do corpo em um todo funcional completo: o corpo humano ou animal. Na verdade, a vida do ser humano depende desse funcionamento global, e não das funções de partes individuais, completamente isoladas do conjunto. Isso nos leva a outra questão, totalmente diferente. Como é que os diversos órgãos e sistemas são controlados de modo que nenhum deles prevaleça enquanto outros deixam entrar com suas contribuições? Felizmente, o corpo é dotado de vasta rede de mecanismos de feedback, os responsáveis pelos delicados equilíbrios sem os quais não conseguiríamos viver. Os fisiologistas chamam de homeostasia esse alto nível de controle interno do corpo. Nas doenças, mais do que nunca, esses equilíbrios funcionais ficam alterados – isto é, a homeostasia fica enfraquecida. Quando essa perturbação é excessiva, o corpo como um todo não mais pode sobreviver. Portanto, um dos objetivos principais de qualquer texto de fisiologia médica é explicar e enfatizar a eficácia e a beleza dos mecanismos homeostáticos do corpo, bem como discutir seu funcionamento anormal na doença.[11]

Deve ficar absolutamente claro que a Naturologia Clínica não é uma invencionice desprovida de fundamentação real e técnica para as suas afirmações. Trata-se de Ciência altamente qualificada. Ao dizermos que a “doença é homeostasia enfraquecida”, ao dizermos que “saúde é homeostasia equilibrada” – não estamos usando um palavreado místico ou uma doutrina secreta de algum ocultismo. Não, de forma alguma, falamos aqui de um sistema já identificado pelas maiores mentes do mundo médico e científico internacional.

Ora falta-nos ainda considerar o campo local da nossa tabela em análise. O que ele representa?

  • Local: neste campo estão as nossas ações de foro rigorosamente terapêutico dirigidos para um local específico de tratamento. Por exemplo, quando há dificuldades intestinais o tratamento não é dado ao pé, mas direcionado ao intestino. Entretanto, não devemos esquecer que a ação deste tratamento local, que tem seu valor real, não poderá ser eficaz se perdermos os três aspectos anteriores que levam-nos a homeostasia – único poder natural de auto-regulação e saúde verdadeira. A água que bebemos entra pela boca que é um ducto “local”, mas esta água chegará até o nosso cérebro!
  1. Em seguida o nosso quadro panorâmico aponta-nos uma visão das questões pertinentes aos estímulos que cada uma das fases provoca, dentro de seus respectivos níveis. O que elas revelam?
  • O campo estímulo representa aquilo que a providência terapêutica provoca na pessoa dentro dos níveis biológico, energético, clínico e local. Só podem ser de dois tipos, ou são estímulos positivos ou negativos. É fácil entendermos se são de uma ordem ou de outra; basta nos perguntarmos se o organismo humano elevou seu grau de equilíbrio e melhorou realmente seu funcionamento ou se ficou pior depois do uso do tratamento que provocou o referido estímulo em apreço.
    • Mas, uma questão deve ser claramente dita! Um estímulo positivo não é aquele que elimina o sintoma que me incomoda; não, de forma alguma. O estímulo positivo é aquele que normaliza as minhas funções homeostáticas.
    • Isto nos faz adentrar na questão acerca do que é a homeostasia novamente. Segundo depreendemos do texto de Guyton e de outros fisiologistas, trata-se da capacidade natural do corpo conseguir, por si só, realizar as ações básicas de nutrição e depuração celular que, se manifestam precipuamente em quatro sub-sistemas orgânicos que denominamos em Naturologia de emunctórios, isto é, canais de eliminação natural.
    • Os quatro canais de eliminação são os rins, pele, pulmões e intestinos.
    • Se eles não eliminarem naturalmente urina, suor, gases tóxicos e fezes, toda a economia do nosso organismo ficará comprometida pelo acúmulo excessivo de lixos orgânicos, ou valendo-nos de uma descrição do Dr. Daniel Boarim: “contrafluxos, pontos de congestionamento, venenos cumulativos e coisas do gênero como qualquer naturista sabe muito bem”[12]
    • Para os médicos e para a população de nosso tempo, uma pessoa está bem quando ela não está eliminado catarros pulmonares, quando não está defecando muito, quando não está urinando muito, quando não está suando muito. Estas toxinas são incômodas e representam um cheiro ruim, representam um estorvo na vida social e representam uma condição que provoca nojo, repulsa e insatisfação.
    • Mas, sejamos lógicos e coerentes com a ciência: como é que queremos pôr dentro de nosso corpo toda sorte de substâncias líquidas, coloidais, gasosas e sólidas e não queremos que nosso organismo se livre delas satisfatoriamente? A maioria das pessoas só põe coisas para dentro do corpo, mas quando este se projeta para a necessária higiene natural, elas usam diversos produtos que seguram este lixo tóxico dentro delas. Não é de admirarmos que todas as moléstias de origem física sejam diretamente associadas a substâncias pútridas e altamente tóxicas presentes nos rins, na pele, nos pulmões e intestinos!
    • Assim, no campo “estímulo”, devemos nos lembrar que a saída de toxinas emunctoriais, significam uma reorganização da situação homeostática para depois de restaurada a relação de entrada e saída de substâncias orgânicas, possamos conhecer o que significa equilíbrio homeostático de fato. E só desta forma a saúde é verdadeira.
    • A guisa de exemplo, citamos o caso em que uma pessoa com dor de cabeça pode usar um comprimido receitado por algum médico e ver o alívio em alguns minutos de interatividade medicamentosa, mas esta ação não é uma ação de cura e de saúde. É uma ação paliativa, circunstancial e que objetiva apenas aliviar um sofrimento momentamente. Se a causa não for devidamente encontrada e eliminada a sua distorção, a pessoa terá dores de cabeça periódicas e acabará viciada no medicamento que lhe confere o conforto do alívio.
    • Com isto queremos dizer que o medicamento faz a sua boa ação provisória de não deixar “louca de dor de cabeça” uma pessoa com este terrível mal, mas, se não buscarmos a causa verdadeira e não orientarmos a pessoa na conduta que pode libertá-la definitivamente das crises, não estaremos praticando medicina de verdade, mas um sistema que está perdido sem o alvo soberano da busca pela homeostasia perdida.
    • Este modelo é perverso nos dias atuais, porque ele criou um imenso “esquema de negociação com a doença”, fazendo da desgraça alheia um produto altamente rentável. É lógico que a Naturologia Clínica, compromissada com ideais do Evangelho do Reino de nosso Senhor Jesus Cristo não aceitará tal disparate nos Santuários Espirituais sob sua guarda!

4. Passamos ao campo da vibração, em nosso quadro analítico.

  • Quando usamos algum tipo de estímulo, provocamos no organismo uma vibração que pode ser biológica, energética e clínica ou local. Esta vibração deve estar profundamente atrelada aos ciclos de gestão homeostática que se dá dentro de um sistema que nominamos relógio biológico humano.
    • A vibração tem que atender a ciclos de reorganização dos ritmos corporais. Não há vida ou saúde sem os ciclos corporais.
    • Estes ciclos atendem a uma série de leis que se impõem pela força da Natureza, sobretudo diante da luz solar e da lua. Sabemos que a força magnética da lua modifica as marés. Sabemos que o sol penetra tudo que está na Terra, principalmente nosso corpo é dependente desta luz. Uma das grandes provas desta verdade acerca da força dos ciclos dominantes da Terra, está no fato de que em países como a Suécia, Finlândia e Noruega, onde a luz solar esconde-se por muitas horas diárias em certos meses do ano, os índices de suicídio são elevados. Estes índices são assim porque as pessoas que não recebem a luz solar por muito tempo são tendentes a depressão e angústia provocadas pela disfunção glandular proveniente da perda das energias essenciais da luz solar e lunar.
    • Isto se comprova com o estabelecimento de um critério naturista essencial, sem o qual não há qualquer possibilidade de restauração homeostática: a criação do cronobiograma.
    • O cronobiograma é um gráfico do tempo da vida da pessoa atendida. Ele impõe um sistema rítmico para ordenar a máquina que está cheia de complicações e distorções. O campo vibração de nosso quadro trata desta questão.
    • Por último, temos o campo resultado que é, evidentemente pertinente ao resultado final de toda a dinâmica do modelo de Medicina em apreço na tabela.

5. Vamos à análise do quadro dos quatro modelos como um todo?

  • O primeiro modelo é o hipocrático natural. As fases são fixas em todos os modelos de medicina, mas os estímulos não.
    • O estímulo biológico da Medicina Hipocrática é sempre o da desintoxicação orgânica, ou seja, do alívio das condições indesejáveis nos emunctórios. A vibração será evidentemente de alívio e libertação do sangue das toxinas que intoxicavam todo o organismo causando-lhe o grande mal que lhe acometia (a perda da homeostasia). O resultado é óbvio: a eliminação da causa da doença!
    • O reflexo deste comportamento terapêutico cria uma extraordinária força no campo energético, não só causando alívio de suas tensões, como possibilitando a revitalização das forças de oxigenação celular e nutrição adequada. A vibração correspondente é a construção da força nêurica, ou seja, da força vital no sistema nervoso central, o que, por extensão causará uma extraordinária retomada das funções cerebrais, possibilitando a serenidade emocional, a percepção mental e espiritual.
    • Por último, o estímulo na área clínica prova-se altamente positiva, com a restauração homeostática, fim elementar e meta suprema de toda a terapêutica que deseja coadunar-se com a fisiologia médica. A vibração da persistência desta metodologia é tão incrível que podemos afirmar, após mais de doze anos de experiência prática no assunto, que a saúde se restaura completamente porque o resultado é o completo reequilíbrio da vida humana. Este tipo de obra só pode ser de uma origem: “não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito, vem do Pai das luzes em quem não há mudança e nem sombra de variação” (Tiago 1:16-17).
    • Alguém poderá perguntar: mas e o estímulo local? Não existe? Neste modelo de medicina não existem ações que sejam consideradas locais em si próprias. Para este modelo, toda e qualquer parte do corpo que se fizer colaboradora da restauração da saúde não é um ponto de cura, mas um ponto de apoio na busca pela restauração da condição de recuperação homeostática que só pode ser real e legítima se 100% de todo o organismo for afetado. Terapias que se proponham a atingir o organismo humano com uma abordagem local já fracassaram desde seu conceito primário, quiçá à nível de efetiva ação duradoura no combate as causas.

Avançando no quadro de análise, cabe aqui uma pergunta: que modelo se opõe frontalmente a este padrão que acabamos de considerar?

O segundo modelo é o hipocrático-galenizado, mas compreendemos que não devemos atender a agora a sua análise porque ele se propõe uma mistura entre o hipocrático e o galenizado. Para entendermos o mesmo, assim como o quarto modelo que é o galênico-hipocratizado, carecemos de uma abordagem acerca do método galênico.

  • O terceiro modelo é o galênico. As fases são fixas em todos os modelos de medicina, mas os estímulos não, como já dissemos.
    • Aqui neste modelo temos a completa e absoluta falta de estímulos no campo biológico, porque não se objetiva desintoxicar a pessoa, mas pelo contrário, chega-se a usar diversas drogas feitas a partir de veneno de cobras e muitas outras substâncias estranhas.
    • Não há um estímulo energético positivo porque ao invés de haver livrado o corpo de fezes, urina, suor e catarros retidos em seus emunctórios, o profissional ainda põe drogas de efeitos colaterais drásticos dentro da pessoa – e isto eleva da gravidade do doente, porque as toxinas que deveriam sair acabam aprofundando-se mais e mais para as mucosas interiores das peças orgânicas internas mais delicadas.
    • Se os estímulos biológicos e energéticos foram negativos, parece-nos que é obvio que a vibração será de maior intoxicação a ponto de colhermos um resultado ruim. Este resultado, seguindo-se este modelo, é o de cirurgias mutilatórias por insuficiência de recuperar-se a homeostasia. A mutilação, porém, em si mesma, já é a sentença de deficiência absoluta da homeostasia da pessoa mutilada, porque com a falta de peças postas em nosso corpo pelo Deus Todo-Poderoso não é possível obter o resultado que Ele, o Criador, havia desejado originalmente quando nos teceu no ventre de nossas mães.
    • E, tal situação se torna complexa demais quando, não sendo submetidos a cirurgias, acabamos presos em uma prática medicamentosa intermitente. Há pessoas que iniciaram bem jovens o uso de um determinado medicamento e após alguns anos se tornaram consumidoras contumazes de mais de uma dezena de drogas diárias que, supõem os adeptos do modelo galênico, poderá manter a pessoa viva. Ora, para nós está claro que a pessoa não está viva, conforme o conceito de homeostasia celebra tal significação, mas estão escravizadas por substâncias que de uma forma ou de outra inibem a perfeita e normal serenidade da ação orgânica ideada pelo Criador.
    • O que restou a este modelo é apenas uma ação local de terapêutica altamente paliativa, que direciona seus produtos ditos medicamentosos para uma única área específica do corpo, desconsiderando quase sempre que tal produto para chegar até aquele local que se deseja atingir vai interagir com todo o sangue do corpo levando suas substâncias estranhas a todas as partes e estas outras partes não recebem bem aquela substância, porque ela não era mesmo direcionada para todas as partes, mas para uma parte específica. O que se vê em seguida é uma onda de efeitos colaterais ruins e que geram novas doenças e moléstias, mormente denominadas de “iatrogênicas”, que significa: “doenças geradas por medicamentos”.
    • Decididamente este modelo não é uma Terapia, mas no dizer do maior naturologista sul-americano, Dom Manuel Lezaeta Acharán:

A medicina medicamentosa não atende à função que procura restabelecer a normalidade digestiva e atividade eliminadora da pele do doente; mas, sim, tem por finalidade combater o sintoma, obra defensiva da Natureza, sempre útil, pois, estando o nosso organismo regido por leis imutáveis, não pode atuar em próprio prejuízo. Esta medicina repressiva das defesas naturais exerce-se por meio do tóxico injetado ou ingerido e mediante a intervenção do bisturi, raios X ou rádio, com os quais, sem combater a causa do desarranjo orgânico, se produzem novas alterações nas funções que constituem a vida. Combatendo diretamente os sintomas abafam-se as defesas orgânicas impossibilitando a obra curativa da Natureza, com o que as doenças agudas e curáveis são convertidas em crônicas e incuráveis.

Não há meio de provar logicamente que a vida e a saúde possam beneficiar-se mediante agentes destrutivos, como veneno de drogas, soros, injeções ou vacinas, bisturi do cirurgião, fogo de eletricidade ou emanações de rádio.[13]

É claro que, diante destes argumentos, um batalhão de defensores do modelo galênico se levanta para argumentar o que todos nós sabemos acerca deste modelo, ou seja, que graças ao progresso da metodologia galênica, cartesiana e altamente mecanicista, muitas vidas foram salvas e puderam seguir seu caminho.

Não negaremos e nem deixaremos de louvar a Deus pelas bênçãos desenvolvidas por este método. Ele tem seu lugar e não entendemos que o ideal seria a eliminação deste sistema do planeta Terra, não de forma alguma! Mas, jamais haverá quem possa defender com êxito que este modelo de medicina sempre atua sobre uma estrutura que será danificada permanentemente por seus métodos.

Uma cirurgia mutila, rasga, modifica e altera definitivamente a constituição orgânica tal como Deus a concebeu. Isto é inegável. Se pararmos para meditar sobre a questão, veremos que em 100 mil pessoas, talvez 10 mil precisem de cirurgias porque destruíram com seus comportamentos loucos, com seus vícios a própria saúde, mas os outros 90 mil precisam apenas de correção rítmica para restauração homeostática.

No caso das drogas guardamos uma reserva moral firme, porque não há nada que o método naturista não possa eliminar do modelo galênico neste campo, com superior êxito e sem efeitos colaterais semelhantes aos daquele. O uso de drogas sintéticas ao invés da imensidão fitoterápica disponível é um erro que só se justifica em razão da ganância do lucro financeiro que tal método satisfaz em espíritos que nada entendem do Evangelho do Reino.

Muito bem, voltemos aos outros dois modelos do quadro em análise e que deixamos para considerarmos no final desta exposição. Iniciemos pelo modelo hipocrático-galenizado que já em si mesmo uma contradição enorme, porque se vale do discurso da verdadeira medicina natural e depois, na hora de tratar da pessoa, apresenta-se com um estímulo local, mediante um comprimido qualquer da homeopatia ou da naturopatia.

Este modelo é um erro crasso que vem ganhando espaço nas grandes cidades e satisfaz de certa forma os interesses de adeptos do sistema galênico, porque se declara o seguinte: trata-se da medicina natural que adere a medicina medicamentosa. Os médicos deste modelo reconhecem que os medicamentos não naturais e não homeopáticos são realmente de uma força tóxica muito drástica, mas ao adotarem o sistema hipocratizado preso a postura galênica, apenas trocam de laboratório farmacêutico, embora possam estar ligados a mesma empresa que vende drogas sob o pretexto de que elas podem curar as enfermidades humanas.

Ora, para preservarem este tipo de sistema terão que rasgar de todos os Tratados de Fisiologia a noção de homeostasia. Terão que mudar com embasamento científico a sentença de Guyton de que “doença é homeostasia enfraquecida”, ou ainda, que “homeostasia é normalidade funcional e natural orgânica”.

Não existe qualquer possibilidade de recuperar-se verdadeiramente a saúde de uma pessoa se ela estiver com lixos tóxicos retidos em seu interior. Não existe possibilidade natural e lógica de se restaurar a saúde de uma pessoa sem que seus intestinos funcionem bem, sem que seus rins eliminem satisfatoriamente as toxinas presente no sangue, sem que a pele possa suar livremente e, sem que os pulmões possam respirar ar puro e eliminar gases e mucosidades pútridas.

Há quem pretenda que um sistema possa apoiar-se no outro, mas isto é uma questão a ser considerada no campo da ética, onde a identidade e a coerência provam o caráter dos envolvidos.

Como pode alguém pretender que um sistema se una ao outro na mesma sentença terapêutica? Não é possível! Ou se usa um medicamento alopático, galênico e iatrogênico – ou se faz uma desintoxicação orgânica! Não há meio termo satisfatório.

Mas, esta atitude não é de beligerância, é científica! Não é uma disputa de mercado, mas uma questão de ética existencial diante de Deus.

Saúde não se adquire em farmácias ou em consultas médicas, mas deve ser construída a partir de um projeto de vida verdadeiramente saudável e, tal projeto só pode ser vitorioso se se harmonizar com a homeostasia.

Porém, as pessoas que nos procuram vivem cheias de vícios e de comportamentos altamente toxêmicos. Estes comportamentos são tão drásticos que as pessoas já chegam com tecidos apodrecidos e mutilações provocadas pela loucura de seus comportamentos de inimizade contra as Leis Naturais, que são Leis de Deus.

Costumamos dizer que quando se esgotam todos os recursos da Naturologia Clínica, quando se esgotam todos os recursos primários de restauração da vida de uma pessoa pelos agentes naturais, “a alternativa que há é o bisturi para que ainda sobre algum tempo de vida ao moribundo ou para que todos os demais possam ver como a fuga das bases divinas declaras nas Leis Naturais gera morte de degeneração”.

Devemos sempre lembrar das palavras do apóstolo:

Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo que o homem semear, isso também ceifará. [14]

O modelo galênico-hipocratizado é simplesmente uma impossibilidade terapêutica. Ele se pronuncia nas empresas que chegam para a população com um discurso de que os produtos que vendem poderão garantir a saúde das pessoas. Dizem que seus produtos, que são produzidos a partir de toda a metodologia galênica de isolamento das substâncias específicas tiradas de fontes naturais (ou não), podem satisfazer as necessidades de cura que as pessoas buscam.

São, decididamente, uma expressão antiética e ilógica em todos os sentidos, e vivem de iludir as pessoas que pensam que tais produtos poderão garantir o que dizem. Consideramos este modelo extremamente macabro sob o ponto de vista espiritual, haja vista que a função homeostática não existe em nenhuma consideração.

É um sistema de “ganhar dinheiro em cima do mito da cura de doenças através de produtos ditos naturais”, mas, que vem dentro de uma metodologia de produção absolutamente galênica.

É, em si mesmo uma incoerência plena em relação a si mesmo como proposta de cura, porque cura é igual a homeostasia restaurada e isto nenhum frasco de produto pode conseguir, depende de um estilo de vida saudável.

Mais ainda, chegam a definir a sua logística em termos de vendagem destes produtos em torno da possibilidade das pessoas ganharem dinheiro e ficarem ricas.

Enchem a cabeça de seus representantes de sonhos de riquezas e depois, estes produtos deixam de ser condutos de saúde para a população (talvez porque não sejam mesmo), mas uma ponte para obtenção de dinheiro, viagens e negócios de marketing de rede.

Este modelo nos aborrece deveras!

Paz e bem!

Cordialmente,

Prof. Dr. Jean Alves Cabral

______________________________________

[1] Martin Luther. D’Aubigné. Livro 3. Capítulo 6.

[2] WEIL, Pierre. A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança. Editora Rosa dos Tempos. Rio de Janeiro, 2004, p. 9.

[3] CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA DE 1988: Artigo 1º, Inciso III.

[4] WEIL, Pierre. A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança. Editora Rosa dos Tempos. Rio de Janeiro, 2004, p. 33.

[5] Jeremias 9:23-24

[6] Mateus 23:11-12

[7] Mateus 20:26-28

[8] LARRY, Dossey. Espaço, Tempo e Medicina. Editora Cultrix, São Paulo, 1982, p. 13.

[9] Provérbios 19:23

[10] Martin Luther. D’Aubigné. Livro 3. Capítulo 6.

[11] GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1991. p, prefácio.

[12] BOARIM, Daniel Sá Freire. A Dieta Que Evita o Câncer. Edições Vida Plena, Itaquaquecetuba, SP, 1996, p. 148.

[13] ACHARÁN, Manuel Lezaeta Acharán. A Medicina Natural ao Alcance de Todos. Editora Hemus, 1996, p. 237-238.

[14] Gálatas 6:7

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *