Como Funciona a Consulta?

Antes de tudo é fundamental entendermos que a Consulta com um Naturologista Clínico é um encontro entre duas pessoas que estão assim identificadas: (a) de um lado um profissional de Terapias Naturais que detém uma formação de no mínimo 1.200 horas e (b) do outro, uma pessoa que deseja uma abordagem holística de si mesmo, com alguém que se dedica a este campo de investigação e que, por uma metodologia bem didática, possa ajudá-lo a encontrar o melhor caminho para preservar a sua saúde de modo completo.

Ponto.

Temos uma metodologia que foi construída desde 1997 e que funciona dentro das especificações gerais que apresentarei a seguir.

A consulta em Naturologia Clínica possui quatro momentos técnicos e atende a um objetivo específico:

(1º) Chegada a Consulta – O cliente é visto como um Santuário, um lugar onde flui a vida divina que se manifesta de modo especial e abençoador. Toda e qualquer anormalidade nos fenômenos da paz mental, da tranquilidade emocional, da satisfação de viver e da organização fisiológica – é assunto focal para o Naturologista que, se propõe, mediante aplicação das Leis Naturais, favorecer o atendido de forma preventiva ou curativa.

(2º) Avaliação Multifocal – Em seguida, um “Histórico” para nos conduzir a uma avaliação multifocal é produzido com base em quatro expedientes que precisam ficar à luz da compreensão do Naturologista com absoluta clareza. O Naturologista precisa saber, sobre o cliente:

2.1. Área Física – Como está a situação fisiológica (somatológica)? Qual é seu biótipo elementar? (endomorfiamesomorfia e a ectomorfia). Como está a postura e especialmente a coluna vertebral? Como estão seus emunctórios? Como está a sua condição nutricional primária? Como está a sua hidratação interna? Se há histórico de tratamentos anteriores para o seu corpo, com cirurgias ou não e, sobretudo e acima de tudo, o que conta a pessoa sobre o que sente. Estas informações são apreciadas dentro de um painel de abordagem que é própria da Naturologia Clínica com base em critérios de investigação bem característicos e atualizados permanentemente. Adota-se a compreensão das Escolas de Sebastian Kneipp, Eduardo Alfonso Hernán, Manuel Lezaeta Acharántodos os Fisiologistas e Somatologistas com abordagens holísticas que defendem a indivisibilidade do ser humano (Adolf Just, Arnold Rickli, Louis Kuhne, Rafael Lezaeta Peres-Cotapos, dentre outros).

2.2. Áreas Espiritual e Emocional – Como está a realidade da paz mental? Se há uma vivência religiosa/espiritual. Se há um condicionamento mínimo da prática da oração e da leitura de livros sagrados ou não. Se há crises/traumas graves na área emocional associadas ao campo da sua condição relacional pessoal, familiar, social ou mesmo consigo mesmo com foco essencial na análise do grau de variação no egocentrismo/alocentrismo. Disposição pessoal para lidar com seu temperamento (que pode ser classificado numa tabela de 12 possibilidades) e, quais as suas percepções maiêuticas e noéticas de si próprio. Sem qualquer embargo entendemos que a melhor opção espiritual para a vida das pessoas está na combinação objetiva do Evangelho do Reino conforme registrado na Bíblia associado com a abordagem Utilitarista da Existência – isto demanda uma compreensão objetiva e prática de que “cada um de nós dará conta de si mesmo diante de Deus” (Romanos 14:12), e nesta justa medida dez expoentes básicos compõem nossa percepção evangelicalista restrita: Ellen Gould White, Juan Carlos Ortiz , Morris Vendem, Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Finney, Dwight L. Moody, Harold Ockenga, Billy Graham, Rick Warren e  a Escola associada à Confissão de Westminster. Ainda nesta mesma percepção, dissemos que adotamos o Utilitarismo como regra na definição da lógica e logística de nossas interpretações; ora, o “Utilitarismo” a que nos referimos é exatamente aquele que foi iniciado por Jeremy BenthamJohn Stuart Mill em que se entende que as ações são boas quando tendem a promover a felicidade e más quando tendem a promover a desgraça, a doença e a dor. A doutrina se compõe objetivamente do princípio de que devemos “agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar com qualidade efetiva e legítima”. É uma efetiva defesa do alocentrismo familiar como referência para o enfrentamento das dificuldades diversas da vida.

2.3. Área Intelectual – Se há cenários específicos de impeditivos interpretativos (grau de percepção intelectual), se há formação clássica em saúde ou não. Que tipo de ambiência intelectual participa e da capacidade de perceber a instrução oferecida em termos de composição de um quadro mental construtivo. Por definição, a Escola de Naturologia Clínica que compomos adota o pragmatismo de John Dewey, de William James , Richard Rorty e Hillary Putnam  – como ponto de partida para uma dialógica referente à defesa do referido quadro mental, mas já podemos afirmar que a defesa de uma Educação Holística decorrente desta base se impõe com a junção que fazemos dos valores e critérios citados nos dois aspectos anteriores desta descrição.

2.4. Área da Efetividade – Como vive em termos sociais? Como será possível adotar uma mudança na sua vida pessoal para conquistar saúde por um método baseado no evangelho cristão, no pragmatismo, no utilitarismo e na perspectiva holística? Como a prática de um tratamento natural poderá construir em si uma nova maneira de viver de modo saudável e não destrutiva? Que pessoas, ambientes, situações e condições terão que ser abandonadas para que se possa produzir, pela força das Leis Naturais, saúde e qualidade de vida?

(3º) Definição da Avaliação Multifocal – De posse do “Histórico” produzido pela avaliação multifocal – será possível fazer uma “identificação de um cenário objetivo” que indicará o que se pode fazer. É um “diagnóstico” multifocal, uma análise com uma avaliação ampla, que aponta as técnicas a serem aplicadas. Impõe o arrazoado final do profissional que, para ser criterioso, sempre vem em forma de um Relatório por Escrito – indicando as razões para a s conclusões encontradas pelo Naturologista Clínico.

(4º) Protocolo de Tratamento – Por fim, as técnicas a serem aplicadas respondem sempre a quatro etapas protocolares:

(4.1) Cronobiograma – Fazemos um cronobiograma – que é a construção referente ao projeto de organização do tempo.

(4.2) Estrutura Constitutiva Primária – Construímos um plano de alimentação saudável (da escola vitalista) – adequada ao projeto naturista em desenvolvimento.

(4.3) Suporte de Apoio Constitutivo – Verificamos se há possibilidade (ou necessidade) de acrescentar algum produto de apoio naturista da esfera apiterápica, fitoterápica, complementos alimentar não controlado pela Anvisa e de cunho eminentemente naturista, aromaterapia, Florais de Bach (ou de outra espécie).

(4.4) Terapias de Apoio – Por fim, se houver necessidade de encaminhar alguma terapia de apoio, as possibilidades são: oxigenoterapia, hidroterapia, massoterapia, osteopatia, quiropraxia, geoterapia, aconselhamento especializado, cromoterapia, clinoterapia, educação física, fisioterapia, dentre outras.

O principal objetivo, porém, é a reorganização da vida pessoal; pois, saúde não se adquire, se cultiva!

A moléstia nunca vem sem causa. O caminho é preparado e a doença convidada, pela desconsideração para com as leis da saúde. Muitos sofrem em consequência da transgressão dos pais. Conquanto não sejam responsáveis pelo que seus pais fizeram, é, no entanto, seu dever, procurar verificar o que não é violação das leis da saúde. Devem evitar os hábitos errôneos de seus pais, e mediante uma vida correta, colocar-se em melhores condições. O maior número, todavia, sofre devido a sua própria direção errônea. Desatendem aos princípios de saúde por seus hábitos de comer, beber, vestir e trabalhar. Sua transgressão das leis da Natureza produz os infalíveis resultados; e ao sobrevir à doença, muitos não atribuem seu sofrimento à verdadeira causa, mas, murmuram contra Deus por causa de suas aflições. Mas Deus não é o responsável pelo sofrimento que se segue ao menosprezo das leis naturais.[1]

Leia um pouco mais sobre a nossa metodologia em: Naturologia Clínica

Também assista nossos 2 vídeos explicativos: 

                                   

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[1] WHITE, Ellen Gould. A Ciência do Bom Viver. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí, SP. 1997, p. 234.